Paciente que foi sufocado e teve corpo queimado no Areolino de Abreu deixaria a unidade nesta quinta (26); suspeitos conduzidos

  • 26/02/2026
(Foto: Reprodução)
Hospital Areolino de Abreu Governo do Piauí Pedro Araújo da Silva, de 29 anos, que foi encontrado morto dentro do Hospital Areolino de Abreu, na Zona Norte de Teresina, deixaria a unidade nesta quinta-feira (26) após cerca de um mês internado, segundo a diretoria do hospital. LEIA TAMBÉM: Suspeitos de matar paciente são autuados por homicídio qualificado 'Trouxe meu filho e queria voltar para casa com ele vivo', diz mãe O delegado Genival Vilela, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), que irá conduzir a investigação, informou ao g1 que funcionários disseram que a vítima já havia recebido alta médica ainda na quarta-feira (26) e que a mãe dele iria buscá-la nesta quinta. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Ainda segundo o delegado, os dois suspeitos do crime tem 20 e 24 anos e também estavam internados no hospital. Eles foram conduzidos até a sede do DHPP para prestar esclarecimentos. O destino deles será definido após audiência de custódia. "Um deles inclusive confessou que matou, e que mataria novamente. Os dois indivíduos foram trazidos ao DHPP, estavam agitados e foram sedados. Nós vamos iniciar as oitivas e, se possível, ouvir esses indivíduos. Mandarei o caso para a justiça e o juiz que irá decidir qual a situação deles e onde ficarão", detalhou o delegado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 o delegado destacou que a vítima e os suspeitos haviam sido internados pelos familiares e não por através de ordens judiciais. A suspeita do hospital é de um desentendimento entre vítima e suspeitos. O DHPP segue investigando o caso. Material genético será coletado Segundo o coordenador do DHPP, delegado Francisco Costa, o Barêtta, o crime foi cometido por volta das 2h em uma sala do hospital. Um funcionário percebeu fumaça saindo de uma das alas e acreditou que seriam lençóis queimando, mas se deparou com um corpo no local. O delegado afirmou que a investigação está na fase inicial e a perícia vai coletar material genético para entender quem estava no local. "Vamos analisar a condição médica do suspeito porque um incapaz pode receber apenas uma medida de segurança. Vamos entrar em contato com o hospital para entender melhor", informou o coordenador. Além disso, Barêtta relatou que vai investigar o motivo de os envolvidos no crime estarem no hospital psiquiátrico. Caso semelhante no hospital O Areolino de Abreu é o único hospital psiquiátrico público de Teresina. Em 2015, outro paciente do hospital foi encontrado morto com um lenço amarrado ao pescoço. O companheiro de quarto dele foi autuado por homicídio qualificado. Apesar de o hospital também receber pacientes vindos do sistema penitenciário, esse não é o caso da vítima e dos suspeitos, de acordo com a Secretaria de Justiça do Piauí (Sejus). Procurada, a Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi), que administra o Areolino, informou que apura o caso com a "devida responsabilidade e rigor" e colabora com as investigações. Confira a íntegra das notas: Sesapi O Hospital Areolino de Abreu, por meio da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), informa que está apurando, com a devida responsabilidade e rigor, o caso recentemente divulgado. A unidade reforça que todos os fatos estão sendo criteriosamente analisados e que as informações necessárias serão devidamente repassadas às autoridades policiais competentes, contribuindo com total transparência para o esclarecimento da situação. O hospital permanece à disposição para colaborar com as investigações e reafirma seu compromisso com a ética, a legalidade e a qualidade dos serviços prestados à população. Sejus A Secretaria da Justiça informa que o paciente morto no Hospital Areolino de Abreu não é uma pessoa com transtorno mental em conflito com a lei. Esclarece ainda, que essas pessoas são encaminhadas para o hospital somente com determinação judicial, e de acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) através da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, esses pacientes devem ser regulados para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps), no SUS. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

FONTE: https://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2026/02/26/areolino-de-abreu.ghtml


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